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| Palavra do Dom |
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I Carta Pastoral: "O amor de Cristo nos impele" (2Cor 5, 14)
Com estas palavras do Apóstolo Paulo, inicio a presente carta pastoral como uma reflexão que desejo partilhar com toda a Igreja de Pesqueira para dar a tônica a este ano de 2006, durante o qual iniciaremos um longo caminho marcado pelo impulso missionário. De fato, é a partir de Cristo, cuja presença faz arder o nosso coração, que surge o imperativo missionário de cada cristão e de toda a Igreja. Ele nos amou e se entregou por nós!
O Ano da Eucaristia, com o Congresso Eucarístico que celebramos, foi uma experiência forte e maravilhosa que, de um lado, fez concentrar todo o nosso amor adorante na augusta presença do Senhor na sublime Eucaristia e, do outro, nos lançou com forte ardor missionário, a anunciar esta presença além das paredes do templo e dos limites intra-eclesiais para enxergar no irmão pobre, faminto e marginalizado a presença dolorosa e sofredora do Senhor. Na Eucaristia, e no menor dos irmãos, é sempre a Ele que amamos e servimos!
É providencial, portanto, que o Ano Eucarístico desemboque no itinerário eclesial marcado pela dimensão missionária, assumindo as características das Santas Missões Populares (SMP). A experiência das SMP, de fato, foi escolhida como prioridade por todas as Igrejas do Regional NE2 na última Assembléia de setembro de 2005 para os próximos 3 anos. Acreditamos que elas sejam uma experiência empolgante e renovadora da vida da nossa Igreja, pois se constituem como um serviço à pastoral, tendo a finalidade de criar um clima de alegre e comprometida vivência eclesial, e de marcar um tempo de evangelização intensiva por proporcionar a formação de verdadeiros e convictos seguidores de Cristo para o anúncio e o testemunho do evangelho e extensiva por levar a boa nova a pessoas e ambientes pouco ligados à Igreja ou dela afastados.
É claro que, entrando neste caminho, não somos os primeiros a percorré-lo. Por isso, é importante remeter-nos a alguns pronunciamentos do Magistério da Igreja nestes últimos tempos, para nos situar dentro de um horizonte maior.
• Cito, entre outros, os mais importantes: o Decreto “Ad gentes” do Concílio Ecumênico Vat. II, a Exortação Apostólica “Evangelii nuntiandi” de Paulo VI e a Encíclica “Redemptoris Missio” de João Paulo II. Estes documentos impulsionaram a Igreja nestas últimas décadas para os caminhos da missão.
• Não podemos esquecer ou diminuir a importância das Conferências do Episcopado Latinoamericano em Medellin, Puebla e Santo Domingo, todas elas marcando o passo e promovendo uma autêntica e inculturada evangelização no chão da vida do nosso povo.
• Enfim, a Igreja no Brasil, através da CNBB, promoveu e promove sempre a dimensão missionária, seja por meio de documentos importantes como “Igreja: Comunhão e missão” de 1988, o último “Evangelização e missão profética da Igreja” de 2005, assim como como através da organização da sua ação pastoral em todos os níveis e de uma participação ativa aos COMLAs (Congressos Missionários Latino Americanos) nos vários países da América Latina.
Trata-se do despertar de uma nova sensibilidade da Igreja a olhar para fora de si em direção ao mundo para o anúncio do Evangelho da salvação e libertação em Cristo.
É claro que, numa carta pastoral, não é possível desenvolver orgânica e exaustivamente um tema tão importante e complexo como o da missão. Cabe ao pastor, porém, motivar a sua Igreja para assumir esta dimensão peculiar da evangelização a fim de que os padres, os diáconos, os religiosos e as religiosas, os ministros e agentes de pastoral e todo o povo de Deus que tem consciência do seu batismo, despertem e reacendam a chama da missão com novo ardor e grande abertura de coração.
O TRÍPLICE ENFOQUE DA MISSÃO
Numa leitura atenta e orante do Novo Testamento, aparecem vários enfoque da missão. Nós gostaríamos aprofundar três deles que, quando bem compreendidos e aprofundados podem nos ajudar muito a assumirmos conscientemente o nosso papel de evangelizadores.
1.O enfoque de Mateus e Marcos: andar e anunciar. (Mt 28,18-20 e Mc 16,15-18).
É sem dúvida o enfoque mais conhecido e mais citado:
“Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Ide, pois, ensinai a todos os povos: batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-os a observar todo o que vos ordenei. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”.
Esta é a versão de Mateus!
Andar, anunciar, ensinar, batizar numa dimensão universal, seja do ponto de vista geográfico “até aos confins do mundo!”, ou do ponto de vista numérico e cultural “todos os povos, toda criatura!”: este mandato missionário, embora sempre a cumprir, foi o que mais “ocupou” a Igreja nos dois milênios passados. Através de uma leitura muito sumária da sua história, de um lado podemos afirmar que nem sempre ele foi cumprido no pleno respeito das culturas, pois frequentemente foi imposto de forma intransigente e hegemônica, deixando rastros de morte e de dor. Por amor à verdade, todavia, não podemos omitir nem silenciar as páginas luminosas de história da Igreja que foram escritas por missionários autenticamente enraizados no Evangelho, atentos e dedicados às necessidades dos povos aos quais eram enviados e por mártires que derramaram o seu sangue numa fidelidade inquebrantável a Cristo, permanecendo firmes no seu serviço aos fiéis por eles evangelizados e às comunidades por eles fundadas. Sombras e luzes sempre se misturam na história do Povo de Deus!
Depois do ardoroso impulso missionário e evangelizador vivido pelas primeiras gerações de cristãos no início da história da Igreja, a atitude que aos poucos se firmou nela e na maioria dos seus fiéis, foi de se acomodar, de ficar parada. Salvo honrosas exceções, não andou: sentou! Não andou ao encontro dos povos para anunciar-lhes o evangelho: ficou esperando que estes se achegassem a ela! Deixou de ser a Igreja que se reunia nas casas, assumindo a vida que pulsava no meio do povo, para ser a Igreja dos templos e das cerimônias bonitas e quase totalmente incompreensíveis, distante da vida e das situações gritantes do mundo.
Somente no século passado se despertou nela um forte espírito missionário que confluiu no Concílio Vaticano II e hoje entrou nas veias do corpo eclesial. Ainda nos resta muito caminho a percorrer para alcançar o objetivo de fazer com que cada batizado se considere missionário, mas já é muito forte o protagonismo dos cristãos leigos e leigas que cumprem a sua missão na Igreja e no mundo. Repito aqui o que proclamei na homilia da Santa Missa de conclusão do Congresso Eucarístico, no dia 30 de outubro de 2005:
“Uma Igreja sentada, acomodada, repetitiva nas suas propostas, fechada nos seus problemas internos, preocupada com a sua manutenção não é uma igreja pascal, não é uma Igreja eucarística. Para ser pascal e eucarística, é necessário que ela se ponha a caminho, assumindo a parábola descendente de Jesus (cfr. Fil 2,6ss.) até o total despojamento de si. Assim, com humildade, poderá caminhar ao lado dos homens e mulheres de hoje, fazendo companhia e sendo companheira, sem a presunção de dizer a última palavra e a palavra total, mas oferecendo a Palavra da qual é obediente servidora, como luz a indicar o caminho. Santa e pecadora, será capaz de reconhecer os erros e pecados cometidos ao longo da história e, penitenciando-se, purificar-se-á para ficar sem mancha e sem ruga. Consciente de ser fermento, sal e luz, perderá toda atitude hegemônica para apresentar, através do seu testemunho de fidelidade ao evangelho e ao homem, um estilo de vida humano, fraterno e solidário, tornando-se assim profecia do mundo novo e do homem novo. Que assim seja a nossa Igreja!”
2.O enfoque de Lucas: o testemunho na missão pela força do Espírito! (cf. Lc 24,46-49a e At 1,8)
Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia, e que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas de tudo isso. Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai.” assim o evangelho de Lucas que acrescenta nos Atos: “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em tôda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo!”
“A missão da Igreja, tal como a de Jesus, é obra de Deus, ou, usando uma expressão frequente em S. Lucas, é obra do Espírito Santo. Depois da ressurreição e ascenção de Jesus, os Apóstolos viveram uma intensa experiência que os transformou: o Pentecostes. A vinda do Espírito Santo fez deles testemunhas e profetas (cf. At 1, 8; 2, 17-18), infundindo uma serena audácia, que os leva a transmitir aos outros a sua experiência de Jesus e a esperança que os anima. O Espírito deu-lhes a capacidade de testemunhar Jesus « sem medo »” (RM 24)
Ele é o protagonista da missão! Os Atos dos Apóstolos apresentam o Espírito e a Palavra que “caminham juntos”, por assim dizer, para o anúncio e a construção do Reino! O Espírito é o protagonista da missão porque faz com que o ouvinte penetre o sentido da Palavra e porque faz com que a Palara penetre o coração do ouvinte, transformando-lhe a vida: só ele, de fato, conhece as profundezas do coração humano. O Espírito é o protagonista da missão porque é o intérprete que “faz passar” a mensagem do evangelho na cultura de quem a acolhe, sem ferí-la, purificando-a quando necessário, e sempre potencializando-a para que “toda a língua proclame as maravilhas de Deus”!
O Espírito é o protagonista da missão porque precede o evangelizador. O mundo e as pessoas humanas são obra de Deus, são “lugar do Evangelho” e com certeza já tem receptividade para acolhé-lo. Antes que o missionário chegue, antes que o evangelizador anuncie, não existe o nada. O coração das pessoas, a vida e a história dos povos e dos grupos humanos já têm uma certa presença de Deus, rastros da luminosidade do Espírito, “sementes do Verbo” que o evangelizador reconhece, resgata, valoriza e completa pelo anúncio pleno da obra de Deus em Cristo Jesus.
O Espírito, enfim, dá força ao evangelizador e ao missionário para que, além do anúncio, ele seja testemunha da Palavra. De fato, não podemos negar que sempre existiram, assim como hoje existem, forças adversas ao evangelho, que a “hora das trevas” está sempre à espreita para impedir que o Reino cresça e amadureça na história da humanidade. É neste momento que entra em jogo a força do testemunho, palavra que fala mais alto, palavra que, na fragilidade de quem anuncia, contém a força de fazer o “julgamento do mundo” segundo os critérios de Deus, sobretudo quando o evangelizador está pronto a testemunhar pelo supremo dom de si, até dar a sua vida, seguindo o exemplo de Jesus.
Por isso, é necessário sempre verificar a nossa ação pastoral e evangelizadora neste parámetro do testemunho para que não aconteça que sejamos nós os protagonistas da missão no lugar do Espírito e para não nos acomodar às exigências e à mentalidade de mundo que se contrapõem ao espírito das bem-aventuranças.
3. O enfoque de João: a comunhão.
O enfoque comunitário é o testemunho de amor dos discípulos do Senhor.
“Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos se tiverdes amor uns pelos outros!”(Jo 13,35)
“Que todos sejam um: como tu Pai estás em mim e eu em ti, que eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste!” (Jo 17,21.23)
“Trata-se de um texto de grande alcance missionário, fazendo-nos entender que somos missionários sobretudo por aquilo que se é, como Igreja que vive profundamente a unidade no amor, e não tanto por aquilo que se diz ou faz”. (RM 23)
Trata-se de um texto de inestimável riqueza para a consciência da Igreja, pois nos reconduz à raiz da dimensão missionária: a comunhão. Poderíamos afirmar, a partir destas palavras de Jesus, que a comunhão é a primeira forma da missão. Uma Igreja que não vive a comunhão não adianta que anuncie, porque o seu anúncio seria esvaziado do conteúdo fundamental da vida cristã. Uma Igreja que não vive a comunhão é inútil que envie missionários, porque qualquer envio seria expressão da sua divisão e provocaria escândalo. Enfim, uma Igreja que não expressa a comunhão é contra-testemunho a respeito daquilo que a faz ser Igreja: o amor trinitário.
Não encontro palavras mais apropriadas para expressar como deve ser a comunhão na Igreja do que aquelas que o Santo Padre João Paulo II usou na NMI:
“Fazer da Igreja a casa e a escola de comunhão: eis o grande desafio que nos espera no milênio que começa, se quisermos ser fiéis ao desígnio de Deus e corresponder às expectativas mais profundas do mundo. Na Igreja, a comunhão deve resplandecer na relações entre bispos, presbíteros e diáconos, entre pastores e o conjunto do povo de Deus, entre clero e religiosos, entre associações e movimentos eclesiais. Para isso, devem-se valorizar cada vez mais os organismos de participação, tais como os Conselhos presbiterais e pastorais. De fato, a teologia e a espiritualidade de comunhão inspiram uma escuta recíproca e eficaz entre pastores e fiéis, mantendo-os, por um lado unidos em tudo o que é essencial e, por outro, ante o que é opinável, estimulando-os a confluir normalmente para decisões ponderadas e compartilhadas. Para isso, é preciso assumir a antiga sabedoria que, sem prejudicar em nada o papel categorizado dos pastores, procurava incentivá-los à mais ampla escuta de todo o povo de Deus.”(NMI 43.45)
Na sua encíclica sobre o amor (Deus Cáritas est), Bento XVI estimula os fiéis a fazer a luz de Cristo brilhar sobre a face da Igreja para que sua vida e seu testemunho evangélico iluminem o mundo. Assim os cristãos unidos a Cristo podem unir-se entre si para um testemunho comum.
Ele afirma em seguida que é mentalidade comum pensar que a essência da missão da Igreja é pregar a Palavra de Deus e celebrar os Sacramentos e que a caridade faça sim parte integrante da missão da Igreja, mas não pertença à sua essência.
A esse respeito ele diz textualmente na encíclica: “Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência” (nº 25, a).
Negativamente o Papa argumenta: “Se na minha vida negligencio completamente a atenção ao outro, importando-me apenas com ser "piedoso" e cumprir os meus "deveres religiosos", então definha também a relação com Deus. Neste caso, trata-se duma relação "correta", mas sem amor”(nº 18). Da mesma forma ele desafia não só os indivíduos, mas a própria comunidade cristã, afirmando: “A Igreja também enquanto comunidade deve praticar o amor” (nº 20).
A síntese vital: O ENFOQUE MARIANO
Precisamos resgatar, cada vez mais na Igreja, a dimensão da vida e do amor em todas as suas expressões. Nem o legado missionário que Jesus deixou à Igreja deve fugir desta marca característica do amor e da vida. Ser missionário não é fazer propaganda do evangelho, nem ser ativista de uma organização religiosa. Não é tampouco se beneficiar de um amor fraterno vivido dentro de uma comunidade de discípulos do Senhor, fechada em si mesma. Ser missionário é carregar uma presença, a presença do Senhor. É gerar esta presença para o mundo em que vivemos.
É neste sentido que o papel de Maria, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja torna-se luminoso e atual. O enfoque mariano da dimensão missionária da Igreja faz compreender que, antes de qualquer palavra ou atividade, antes de qualquer passo a ser dado em direção do anúncio do Evangelho, em nós deve ser gerado o próprio Cristo. Maria não falou palavras, gerou a Palavra. Não andou para anunciar a Palavra, carregou a Palavra. Na comunidade dos discípulos, não tomou o lugar de ninguém, manteve a postura de quem aguarda a presença do Espírito pelo qual se torna presente o Ressuscitado. O próprio Paulo, o grande missionário, compara-se a um pai ou a uma mãe que gera a presença do Cristo na vida dos fiéis e das comunidades por ele evangelizadas. (cfr. 1Cor 4,15 e 1Tes 2,7-8)
O enfoque mariano da missão encontra expressão particularmente significativa num acontecimento da vida de Maria: a visitação. Ela recebe a Palavra, concebe-a por obra do Espírito Santo e dirige-se “apressadamente” às montanhas da Judéia para visitar e servir a prima Isabel, carregando a “PRESENÇA” do Verbo. O resto parece acontecer como consequência, numa série de encontros e fatos que revelam a novidade absoluta desta presença. Maria é missionária porque gera e carrega o Senhor! É fonte de vida e de amor, porque gera a fonte da Vida e do Amor que é Cristo e o apresenta aos irmãos. Mãe e discípula do Senhor, é receptiva e propositiva da Palavra, sempre mantendo a característica materna e feminina, geradora da vida, na perspectiva do amor-serviço, nunca da autoridade, da imposição, da atividade ou do protagonismo pessoal.
Será que não é deste tipo de missionários de que necessitam a Igreja e o mundo de hoje?
Ao convocar toda a nossa Igreja para fazer a experiência das Santas Missões Populares (SMP), sinto que estamos em comunhão, não somente com as Igrejas do nosso regional, mas também com toda a caminhada da Igreja na América Latina e no Caribe. De fato, no nosso continente, estamos preparando a Vª Conferência do Episcopado que será celebrada em Aparecida do Norte com a presença do Santo Padre em maio do ano que vem. O tema da Conferência é:
Discípulos e missionários de Jesus Cristo,
para que nele nossos povos tenham vida.
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14,6).
O documento preparatório nos impulsiona a entrarmos num grande mutirão missionário quando afirma:
“Interessam também todas as experiências que possam ajudar a impulsionar uma Grande Missão continental, cujo tema seja o desta Conferência Geral. Ela quer ser um passo decisivo de um processo de vivificação e de conversão, de comunhão fraterna e de um vigoroso despertar missionário. A Igreja de nossos países quer ser realmente e em todas as circunstâncias uma Família de Deus missionária”. (nº 173)
Para sermos esta “Família de Deus missionária” nos socorra Maria a Mãe e seja ela ao mesmo tempo nosso modelo e incentivo para que unicamente “o amor de Cristo nos impulsione” ao testemunho e ao anúncio do Evangelho da vida.
Com minha bênção de Pastor
Pesqueira, 02 de fevereiro de 2006
Festa da Apresentação do Senhor

Dom Francisco Biasin
Bispo Diocesano
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| Francisco Biasin |
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Lema: “Dar a vida pelos irmãos”
Ordenação episcopal e posse:
12.10.2003 |
Dom Francisco Biasin veio para o Brasil no ano de 1972 como sacerdote "fidei donum" para colaborar na diocese de Petrópolis (RJ). Entre outras atribuições, foi pároco da catedral de Duque de Caxias, além de compor a equipe de formação do Seminário de Nova Iguaçu e, antes de ser nomeado bispo de Pesqueira, foi responsável, durante alguns meses, pelo Centro Missionário Diocesano de Pádua.
Nascimento: 06.09.1943, em Arzercavalli Pádua (Itália)
Ordenação presbiteral: 18.04.1968
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